quarta-feira, 17 de setembro de 2008

Consumida pelo ódio

E o ódio me consome
Tão ferozmente como da última vez
Dominando cada centímetro de meu corpo
Me fazendo perder meus sentidos
Me tornando animal irracional
Um mosntro sedento por sangue
Saiam da minha frente todos!!!
Minha fúria será implacável
Não vai restar nada, eu juro
Esta noite meu desejo por sangue será saciado
Seguirei seu rastro
Caminharei na trilha de suas pegadas
Ninguém irá me parar
O mostro em mim criou garras
E está pronto para atacar
Olhe em meus olhos
Sinta o frio que percorre a minha alma
Como você pode ousar provocar minha ira?
Sua punição será severa
Mas a maior dor é a que eu sentirei
O monstro está se libertando
E ninguém poderá pará-lo enquanto houver ódio em mim
Sinta meu sangue ferver
Minha respiração ofegar
Ser desprezível que ousou me desafiar
Permita-me apresentar minha face mais cruel
Aquela capaz de destruir todo o resto em mim
E não me pergunte o que você fez
E aprenda que você deveria se importar com o que você não fez...

Em meio ao vazio, me afogo em ilusões

A lâmina de meu sabre já não é mais capaz de me ferir
Da mesma forma que eu já não sou mais capaz de sorrir
A tristeza que se esconde na profundeza de meus olhos nem sempre é visível
Eu já não busco mais a paz no impossível

Oh meu bravo cavaleiro alado, me permites que eu cavalgue em sua companhia?
Me permites estar em sua companhia ao falsificar minha alegria?
Nada mais é real, doce vazio que se abate sobre mim
Nunca me contaram, mas hoje eu sei que nem tudo tem um fim

Meus cinco fiéis cavaleiros alados, nunca deixem de voar
Nunca permitam-se cometer o erro de deixar de sonhar
Pois é presa a esse erro que hoje me encontro sangrando
E todas as feridas continuam a cada dia mais me machucando

Tudo que eu sinto é esse buraco negro me consumindo
Sugando toda minha energia, pouco a pouco meu mundo vai ruindo
Resta apenas o pó, que aos poucos é varrido pelo vento que toca minha face
Seria tão mais fácil se todo sentimento finalmente acabasse

Mas eu estou bem, acredite esse sorriso triste me convém
Apesar de tudo ainda são as aparências que me mantém
Firme e forte, é tudo o que eu não sou
Minha frangilidade reflete tudo o que alguém um dia me roubou

O ar não me falta, mas eu não o sinto preencher meus pulmões
Enfim chegou o dia de eu me afogar nas minhas ilusões

domingo, 14 de setembro de 2008

Alma Perdida

Condenação convertida em missão
Quanto tempo mais vagarei em vão?
Doce sinfonia que embala meu desvaneio
Sentimento que deixou meu coração partido ao meio

Minha fuga por entre essa clareiras escura
Vazias como o coração de quem hoje me cura
Posso seguir seu rastro, seu cheiro ainda está aqui
Não carrego sentimento, mas sua lembrança permanece aqui

Minha presa hoje se faz meu predador
Em um jogo onde o drama toda hora nos leva à dor
Estamos todos perdidos em meio ao caos que criamos
Só temos uma vida e ainda assim quer passar a idéia de que não ligamos?

Traga-me para esse mundo
Me permita seguir, me permita cair
Eu pularia se fosse necessário para poder te segurar
Alma perdida, há tanto para te ensinar
Ouça-me esta noite, ouça-me nunca mais
Minha nova missão
Hoje entendo meus atos
Quero que você possa entender os seus
Não sangres mais, deixe isso para mim
Eu já compactuei meu destino
Não cometa erros mais graves ainda que os meus
Respire, respire enquanto eu puder te fornecer o ar
Mas não crie dependência
Sei que não vai criar... como sou tola!
É mais fácil eu me afogar
Eu só quero te consertar
Ou pelo menos tentar

sábado, 6 de setembro de 2008

Os 14 últimos dias

Um grito
Apenas um sussurro na escuridão
Desde então, lágrimas rolaram
Existe mais dor do que eu posso suportar

Uma foto
A representação da minha queda
A veneração a qual eu estava destinada
Eu sei como tudo isso vai acabar

A dor
Refúgio amargo para meus sentimentos
Lugar onde eu não descanso
Lugar aonde a esperança se vai

As palavras
De que adianta escrevê-las
Se eu nunca poderei pronunciá-las?
Apenas mais alguns versos incompreendidos

A guilhotina
A lâmina que nunca está suficientemente afiada
São necessários vários cortes
Até que a cabeça se separe do coração

Um abismo
Alguns metros me esperam
Posso ouvir meu nome sendo chamado
Um convite para a falsa liberdade

O sangue
Hoje o derramo
Para amanhã bebe-lo
Alimentando-me da minha própria fúria

O desejo
Oculto em meus sonhos
Perdido em meus lamentos
Enterrado vivo, antes mesmo de poder nascer

O oceano
Que um dia congelará ao meu simples toque
Assim como o resto do meu mundo cairá
Ruínas de uma batalha que eu não ousei começar

Um sentimento
O mais falso e sublime
Corroendo tudo que ainda podia restar
Você é o que você sente

A angústia
Procuro por uma porta que nunca se abrirá
Um sorriso nunca destinado a mim
Evidência de um crime que eu não cometi

A inocência
O que resta disso em mim?
O que anseio por possuir?
Ou será o que eu quero destruir?

O vidro
A linha que separa dois mundos
Me expõe até as últimas consequências
E me rouba a coragem de acreditar

O crime
Desejar tornar o onírico real
Ser impedida pelo sentimento
Ser impedida pelo final

quinta-feira, 4 de setembro de 2008

Dependência Inconsequente

E agora vagarei por todos os lugares
Porque o único lugar ao qual eu pertenço é justamente aquele em que eu não posso estar
Doce solidão que se abaterá em mim
Apenas mais uma, condenada a não ter rumo nessa longa avenida
Para uma iludida a sentença se torna fatal
E o fatal se torna a única escolha, o único desejo angustiante a tomar conta do meu corpo
Meu solitário sentimento, preso em um calabouço frio, úmido, vazio
O barulho das correntes que arrasto me ensurdece em uma doce e melancólica melodia
Liberdade, tão onírica, tão desejada
Quantos mais passarão por aqui sem poder me ver?
Quantos tentarão me ajudar, buscarão uma solução?
Eu já sei a resposta, mas não existem palavras para contar
Ninguém poderá me ajudar, não é ajuda o que eu preciso
Não haverá pena, não haverá fé, não haverá um descuido
Esperança que envenena um coração iludido, a tolice de um dia ter sangrado
Depois que você respira pela primeira vez, necessitará de ar para o resto de sua vida
Denpendência inconsequente!
Meus impulsos não podem mais me dominar, a arte de racionalidade me impede
Eu queria poder me arriscar, saltar nem que fosse para uma grande queda
A desordem das imagens
Entre o real e o imaginário ainda existe o onírico
E dentro de todos esses distúrbios eu me encontro agora
Abram as cortinas, em breve eu darei minha última cartada...

sábado, 30 de agosto de 2008

Em vão

Eu respiro
Brevemente em vão
O delírio de acreditar no impossível
A obsessão de buscar sinais
Não seria mais fácil se eu apenas perguntasse?
Eu preciso acreditar nessa ilusão
Razão pela qual eu abro meus olhos todas as manhãs
Como eu queria poder quebrar esse vidro
A tortura de ver e não poder tocar
A fria noite presencia a minha doce paranóia
Encanto nunca rompido
Se eu pudesse voltaria atrás só para poder fazer aquilo que hoje minha racionalidade impede
E eles chamam isso de arrependimento...
Mas eu nunca usaria essa palavra, eu só queria saber como seria se eu tivesse uma chance
Eu não implorarei
Não cairei de joelhos nem sucumbirei sem respostas
Não correrei riscos
Sei que podem ser em vão
Minha dúvida
Minha maior ferida vem daquilo que eu ouço
Palavras pronunciadas que me rasgam a alma e dilaceram qualquer esperança ainda presente
Gestos me confortam as vezes mas nunca me dão a certeza que só uma coisa me daria
Quero poder olhar e ver nitidamente que a batalha não foi em vão
Mesmo que eu não vença, quero saber, poder dizer que algo foi conquistado
O maior prêmio que um dia eu já pude querer
Não haverá perdão para os erros
Meus passos de repente se tornam todos em falso
Destino, será que isso existe?
Talvez eu tenha encontrado, mas não terei forças para cumpri-lo
Quantas linhas mais me serão suficientes?
Quantos dias mais terei que me arrastar?
Eu nunca saberei a resposta
Nunca terei coragem de perguntar
Espero silenciosamente que ela seja pronunciada
O que mais terei que fazer para ser percebida?
Quantas lágrimas teimarão em vão tentar cair dos meus olhos?
Quantas vezes precisarei ver meu coração sangrar até que não reste nada?
Quantas vezes reprimirei meus pensamentos?
Por trás de toda angústia existe um grande desejo
Só existe um lugar para mim agora e é justamente aquele no qual eu não posso estar
Que eu seja guiada por seus instintos
Que meus sonhos sirvam de refúgio para tudo que eu não posso alcançar
Impedindo que eu seja dominada pelo desespero
Que nada disso seja em vão

quinta-feira, 28 de agosto de 2008

Finalmente uma pergunta foi feita
Um novo convite foi feito para meu mundo de ilusões
Um passo para que a história se repita
A eterna espera por suas reações...